Movimento Sociale Italiano
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Liderado por Giorgio Almirante, o Movimento Sociale Italiano-Destra Nazionale (MSI-DN) foi um partido italiano considerado por muitos como neo-fascista. Formado em 1946 por apoiantes do antigo ditador Benito Mussolini (o nome Destra Nazionale foi adicionado em 1972, quando outros grupos nacionalistas e conservadores se juntaram ao MSI), acabou por ser dissolvido em Janeiro de 1995 por Gianfranco Fini, que fundou o partido Alleanza Nazionale (AN), muito próximo do neoliberalismo. A linha dura dos apoiantes do MSI fundaram então a Fiamma Tricolore, enquanto Alessandra Mussolini fundou depois a coligação Alternativa Sociale. Durante a sua actividade, o MSI foi um dos movimentos nacionalistas mais populares da Europa, representando uma nova forma de fazer política. Detendor de uma base de militantes muito aguerrida e dedicada, viu vários membros ou activistas envolvidos na Estratégia de Tensão que vigorou em Itália durante os Anos de Chumbo.[editar] História
Para muitos apoiantes, o MSI foi o representante dos princípios que originaram a República Social Italiana (ou República de Salò), Estado autónomo fundado no Norte de Itália por Benito Mussolini durante os últimos anos da Segunda Guerra Mundial. Algumas das principais personalidades do partido estiveram relacionadas com a RSI, como Giorgio Almirante e Pino Rauti.
Inicialmente, o Movimento Sociale Italiano foi relegado para um estado de semi-legalidade, devido à sua recusa em reconhecer a legitimidade do regime instituido Itália durante o pós-guerra. O MSI foi, por assim dizer, o guardião das ideias fascistas na sua forma mais nostálgica, mantendo-se leal à herança da República de Salò. Tomou um papel relevante no apoio ao nacionalismo pan-europeu, participando em diversos grupos de organizações nacionalistas como o European Social Movement, o New European Order e o National Party of Europe.
Em 1969, com o regresso de Giorgio Almirante à liderança do partido, o MSI optou por uma imagem mais moderada, removendo em 1970 os símbolos fascistas que ainda ostentavam e declarando a aceitação do sistema democrático. Em 1973 deu-se a fusão com alguns grupos monárquicos. O caminho aberto por essas reformas haveria de originar, em última análise, a transformação do MSI em Alleanza Nazionale, um partido conservador e liberal. No entanto, o MSI manteve ao longo do tempo correntes mais radicais, como o Ordinde Nuovo, um movimento inspirado nos ensinamentos de Julius Evola, fundado por Pino Rauti que se viu implicado em vários ataques terroristas durante a década de 70. Rauti haveria de ser líder do MSI, durante um breve período entre 1989 e 1990.
[editar] Ideias
As principais ideias defendidas pelo MSI durante os quarenta anos da sua existência incluíam:
- Defesa da Terceira Via, alternativa ao liberal capitalismo e ao social-comunismo;
- Rejeição da Partidocracia;
- Anticomunismo intransigente;
- Apoio à intervenção social do Estado;
- Oposição ao papel das super-potências na política internacional.

