Judaísmo

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Judaísmo é uma religião monoteísta e abraâmica, professada tanto pelo grupo étnico-regilioso judeu quanto pelos gentios que se converteram ao judaísmo. Seus praticantes se auto-declaram como o povo escohlido ou povo eleito e tem como base o livro sagrado Tamude, no qual os religiosos judeus reconhecem um pacto entre o seu Deus Javé e Abraão. O pacto seria que Deus os daria todas as terras dos gentios e todas as riquezas do mundo.

Índice

História

Dos primeiros descendentes ao êxodo

Segundo a bíblia, Deus fala com Abraão para ele ir com sua esposa para Canaã, onde ele promete que tais terras seriam de Abraão e seus descendentes[1]. Abraão, nessas terras, teve Isaac, que deu origem a Jacó e que este foi pai de doze filhos, os quais seriam os pais das doze tribos de Israel. José, um dos filhos de Jacó, foi vendido para mercadores que iam para o Egito. Lá ele cresceu, e se tornou o senhor de todo o Egito[2]. Passando-se os anos veio um tempo de 7 anos de seca e isso fez com que todas as nações fossem ir comprar comida no Egito, com isso Jacó realizou o reecontro com José. Este, sendo o governador do Egito, deu um pedaço de terra para o seu pai, que se mudou para lá com mais 70 pessoas. Com o tempo as gerações foram se mutiplicando até que Deus chama Moisés para libertar o povo afim de fazer de Israel uma nação a qual prometera a Abraão.

A formação da nação

Após fugirem do Egito os israelitas vagaram pelo deserto por 40 anos até chegarem a terra prometida de Canaã, onde lá formaram as doze tribos de Israel com a expulsão da população local. Cada tribo mantinha suas leis e costumes sem um governante em comum. Mais tarde os istaelitas pedem um rei, Saul é escolhido por Deus, mas sua rebeldia em seguir a Torá faz com que ele perca o reinado. Mais tarde Davi, um pastor de Judá é escolhido por Deus para ser rei. A partir daí as tribos são unificados numa nação.

A dissolução da nação e seu resurgimento

O reino israelita, descontente com o comando de Salomão, se divide em duas partes sob o governo do filho de Salomão, Roboão. Diante da negativa do jovem rei Roboão, dez tribos se rebelam um formam um reino a parte sobre o comando de Jeroboão (reino de Judá ao sul e o reino de Israel), que teve por primeira capital Siquém e mais tarde Samaria. Assim, duas tribos ficam com Roboão, continuando Jerusalém como sede do reino.

O reino de Israel durou 253 anos e teve 19 reis. Salmanasar, rei da Assíria, cercou a Samaria com um grande exército. Três anos depois, Sargon, seu sucessor, apoderou-se da cidade, destruiu-a completamente.[3]

O reino de Judá acabou depois de invasões do exército de Nabucodonosor, rei da Babilônia. Este correu sobre Jerusalém, destruiu a cidade e o templo.[4]

Após a destruição dos reinos israelitas, esse povo se espelhou por diversas partes do globo durante as várias tentativas de reerguer o reino israelita, apenas na Era contemporânea, com a estória do Holocausto, o Estado de Israel é formado com a expulsão dos nativos e se torna instável novamente e independente.

Divindades e crenças

YHWH

YHWH ou יהוה é o nome de Deus em hebraico, conhecido como Tetragrama, aparece quase 7 mil vezes no texto original hebraico, o Velho Testamento. Em português, é geralmente traduzido Jeová, Javé, Iahweh ou Iavé. Para os judeus, Deus é o criador de tudo que existe; ele é um, não possui um corpo físico e apenas ele deve ser louvado como a autoridade absoluta do universo; creem que Deus revelou os primeiros cinco livros da Bíblia hebraica a Moisés e que Deus monitora as atividades dos humanos; recompensa individualmente pelas boas obras e pune o mal.[5]

Os profetas

Os judeus creem que houve 48 profetas de Israel, mencionados na Torá. Assim como as demais religiões monoteístas, os profetas são vistos como mensageiros que foram enviados ou que se comunicam com Deus, este que passa seus ensinamentos que mais tarde são transcritos em livros. Segundo o judaísmo hoje já não há mais profetas, pois o mundo já não se encontra num nível elevado espiritualmente.

Torá

A Torá se refere aos Cinco Livros de Moshê (Moiśes). A Torá um livro guia, com instruções e ensinamentos. Num sentido mais amplo, os escritos da Torá é o Antigo Testamento.

Talmude

O Talmude possui os ensinamentos vindos da Torá. Há duas versões do Talmude, o Palestinense de Jerusalém, que recolhe material vindo das escolas palestinenses (Tiberíades, Cesáreia e Séforis) e escrito em língua hebraica e o aramaico. A outra versão do Talmud é o Babilonense que recolhe o material das escolas da diáspora (Nehardea, Pumbedita, Surra), A redação é em aramaico babilonense. O Talmud Babilonense é mais completo do que o Talmud Palestinense [6]. Os judeus se chamam de "o povo do livro" ou "o povo escolhido", devido a isso é visível a visão e aplicação supremacista judaica em diversos trechos do Talmude, como ao afirmar que é permitido trapacear, matar e até roubar gentios (não-judeus)[7][8]; afirma que é permitido que um judeu se casa com uma garota de, especificamente, três anos "e um dia" [9].

Calendário judaico

A contagem dos nos judaicos começa no dia da criação do homem. Na Torá é contada a história de algumas pessoas, o que deixa claro a idade em que nasceram seus filhos. Assim, foi somada as idades de cada nascimento até uma data que determinou a idade do mundo[10]. O calendário judaico é lunissolar, cada mês começa numa lua nova, o mês tem duração de 29 ou 30 dias e 12 meses juntos formam um ano. No calendário judaico um dia é contado de noite para noite, começa ao pôr do saol e termina 24 horas depois, ao se avistar as primeiras estrelas[11].

O judaísmo e as demais religiões

Os judeus são conhecidos e se concideram como o povo escolhido de Deus, portanto, consideram sua religião como a única verdadeira. Em trechos do Talmude há ofensas vísiveis contra demais religiões monoteístas, como em trechos onde alega que a Virgem Maria era uma prostituta[12] e afirma que Jesus está no Inferno[13]. Ofensas também são feitas aos considerados pagãos (os gentios)[14].

Ensinamentos judaicos

A maioria dos ensinamentos judaicos são retirados da Torá, do Talmude ou de líderes rabinos. Ensinamentos como de que é permitido roubar e até matar gentios[7][8], de que a agricultura é a pior das profissões[15], que pode-se fazer com menores[9], que os gentios não são humanos (não vieram de Adão), além de outras efensas e racismos a não judeus.

Sistema econômico

O sistema econômico judaico é baseado nos ensinamentos tradicionais, vindos principalmentes do Talmude e demais livros sagrados. Segundo o Talmude, se envolver em negócios é o meio mais lucrativo que trabalhos manuais, como a agricultura[15]. Por causa desse ensinamento, para os judeus, pode-se exporar os gentios para realizar trabalhos manuais[7], pois estes não são humanos.

Referências

  1. Êxodo (33:1)
  2. Gênesis (41:41)
  3. O reino de Israel,Biblia Católica, acessado em 2 de outubro de 2016
  4. O reino de Judá,Biblia Católica, acessado em 2 de outubro de 2016
  5. O que é o Judaísmo e em que os judeus acreditam?, gotquestions, acessado em 4 de outubro de 2016
  6. O que é o Talmude Judaico, Torá e Targum?, Odalberto Domingos Casonatto, abiblia, acessado em 8 de outubro de 2016
  7. 7,0 7,1 7,2 Talmude Babilônico (Sanhedrin 57a)
  8. 8,0 8,1 Talmude Babilônico (Baba Mezia 24a)
  9. 9,0 9,1 Talmude Babilônico (Sanhedrin 55b)
  10. O calendário Judaico, chazit, acessado em 5 de outubro de 2016
  11. CALENDÁRIO JUDAICO, caraita, acessado em 5 de outubro de 2016
  12. Talmude Babilônico (Sanhedrin 106a)
  13. Talmude Babilônico (Gittin 57a)
  14. Para os judeus, qualquer um que não seja judeu é considerado um gentio, independente da religião
  15. 15,0 15,1 Talmude Babilônico (Yebamoth 63a)
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