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Arno Breker
Arno Breker | |||
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Arno Breker, retratando Albert Speer (1940) | |||
Nascimento | 19 de julho de 1900, Elberfeld, Império Alemão | ||
Morte | 13 de fevereiro de 1991, Düsseldorf, Alemanha | ||
Nacionalidade | Alemã | ||
Ocupação | Foi escultor, artista gráfico, desenhista e arquiteto |
Arno Breker (* 19 de julho de 1900 em Elberfeld (hoje um bairro de Wuppertal, Alemanha; † 13 de fevereiro de 1991 em Düsseldorf, ibidem), foi escultor, artista gráfico, desenhista e arquiteto. A maior parte de suas obras, ao final da Segunda Guerra Mundial, foi premeditadamente destruida em Berlim com o bombardeio estratégico e por vandalismo pelos soldados das forças aliadas. O museu (Museum Arno Breker-Sammlung Europäischer Kunst) no Castelo de Nörvenich (Schloß Nörvenich) suas obras remanescentes.
Índice
Família
Filho de Arnold Breker, casou-se em 1937 com Demetra Messala, e, em segundas núpcias, com Charlotte Kluge em 1958.
Criação
Arno Breker, após frequentar Academia de Düsseldorf, foi a Paris em 1927, onde conheceu os escultores Charles Despiau (04/11/1874-30/10/1946) e Aristide Maillol (08/12/1861-27/9/1944). Anos após, Maillol chamou Breker de "Michelangelo do século XX". As suas obras buscavam a idealizar a harmonia das formas, a apoteose, realizando a beleza atemporal da simbologia plástica.
A partir de 1933 permaneceu em Roma, em Florença e em Nápoles. O estudo das esculturas da antiguidade e do renascimento – principalmente de Michelangelo, influenciou o seu chamado "período clássico" durante o Nacional-socialismo na Alemanha.
Em 1934 Breker voltou à Alemanha. Deixou Paris e retornou a Berlim por insistência de Wilhelm Hausenstein, Grete Ring, e Max Liebermann, que então lhe intermediou o antigo atelier de August Gaul.
Após sua volta a Berlim, Breker inicialmente passou a retratar colegas artistas, além de militares e representantes da sociedade civil. Em seguida passou a receber encomendas de obras públicas, entre elas para o Ministério das Finanças em Berlim, a Cia de Seguros Nordstern-Lebensversicherung, a Deutsche Versuchsanstalt für Luftfahrt e outras.
Também durante o período nacional-socialista Breker criou numerosas obras, destacando-se pelas qualidades artísticas de suas realizações. Foi reconhecido oficialmente como o "mais significativo escultor alemão da atualidade". Tornou-se influente nos círculos da arte. Colaborou no júri do setor de arte plástica da primeira Grande Mostra de Arte Alemã (Große Deutsche Kunstausstellung), realizada anualmente de 1937 a 1944 na Haus der Deutschen Kunst, em Munique
Em 1937 Beker criou esculturas para o pavilhão alemão da Exposição de Paris em 1937 (Pariser Weltausstellung). Neste ano ainda iniciou-se a construção de um atelier em Berlim para Arno Breker, o Ateliergebäude am Käuzchensteig, colocado em 1990 sob proteção como patrimônio histórico.
Em 1940 foi lhe concedido, - a primeira vez a um artista plástico, - o prêmio Mussolini da Bienal de Veneza. Em 1941 tornou-se vice-presidente da Câmara da Cultura das Artes Visuais (Reichskulturkammer der Bildenden Künste) Em 1942, o governo francês realizou uma exposição de Arno Breker na Orangerie do Jardin des Tuileries, em Paris, com a presença de Abel Bonnard, Fernand de Brion , Jacques Benoist-Méchin e Georges Scapini. Em 1943 houve exposição das obras de Arno Breker em Colônia, e em 1944 em Potsdam.
Em 1944 foi realizado o filme documentário sobre Breker, Arno Breker – Harte Zeit, starke Kunst, sob a direção de Arnold Franck e Hans Cürlis, e a produção de Leni Riefestahl-Film GmbH, de Berlim.
Neste período criou-se também abundante material fotográfico e sobre o artista, através de Charlotte Rohrbach.
Dada a repercussão internacional de suas obras, Beker foi contratado também por personalidades do exterior, como Benito Mussolini e Haile Selassie.
Pós-guerra
Ao final da Segunda Guerra Mundial, Breker refugiou-se em Wemding, na Baviera. Muitas obras de Breker foram destruidas pelo bombardeio estratégico, muitas ainda foram propositadamente destruídas a final da guerra, no ímpeto da aniquilação da cultura alemã e de tudo que fizesse a mais remota referência à ideologia nacional socialista. Outras foram roubadas pelas forças aliadas e outras desapareceram em depósitos ou acabaram em coleções particulares. Porém ainda são numerosas as que se encontram ao alcance público em museus, parques, portais ou outros locais onde, a primeira vista, não são reconhecidos como realizações suas.
No processo da assim chamada "desnazificação", Arno Breker foi classificado como elemento apenas passivo do Nacional-socialismo.
Em 1950 Breker retornou para Düsseldorf, e passou a trabalhar como arquiteto, e em 1954/55 esculpiu o busto de Haile Selassie, imperador da Etiópia.
Por sofrer continuadas discriminações na República Federal da Alemanha, Breker retornou a Paris, aonde voltou a trabalhar como escultor e gráfico. Criou esculturas de artistas, políticos e esportistas, entre outros de Salvador Dali, Ernst Fuchs, Konrad Adenauer e Ludwig Erhard.
Entre 1980 e 1985 a família Bodenstein montou um museu, o Museum Arno Breker-Sammlung Europäische Kunst. Reúne a maior coleção acessível ao público, das obras do artista.
Em 1983 foi fundada nos EUA a Arno Breker Society International.
Em um trabalho conjunto com o poeta Rolf Schilling resultou o livro Tage der Götter, publicado em 1991, poucas semanas antes da morte de Breker. Conforme expressão da editora, a obra representa o legado do escultor, que, "conforme restabelece o contato entre as gerações, comprova o renascimento da visão mítica do mundo, na nova poesia alemã."
Em 2006, pela primeira vez após a Segunda Guerra Mundial, um galerista ousou realizar, no Fórum Cultural de Schwerin (Schleswig-Holstein-Haus), uma exposição individual das obras de Arno Breker. De 22 de julho a 22 de outubro foram expostas as plásticas anteriores, bem como as obras criadas em 1930/1940, e 1945/1991. A exposição recebeu a expressiva quantidade de 35.500 visitantes.
Citações sobre Arno Breker
- Arno Breker é o mais vital dos escultores atuais, e a maior esperança para o futuro — Jean Cocteau, 1928 [2]
- Breker abre novas dimensões na representação do ser humano – Charles Despiau – Exposição de Paris, 1937.[2]
- Breker é o Michelangelo do século XX – Aristide Maillol, 1942 [2]
- Arno Breker é o real profeta do belo – Ernst Fuchs, 1972 [2]
- Deus é a beleza, e Arno Breker seu profeta – Salvador Dali, 1975 [2]
- Breker é um farol na Arte, que se irradia no novo milênio – Roger Peyrefitte, 1980 [2]
Homenagens
- 1980 - Prêmio Ulrich-von-Hutten-Medaille da Gesellschaft für freie Publizistik
Literatura
- Rolf Schilling/Arno Breker: Tage der Götter. Gedichte und Bilder. 1991, ISBN 3-926370-15-7
- Dominique Egret: Arno Breker. Ein Leben für das Schöne, ISBN 3-87847-157-2