Vincenzo Vinciguerra

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Vincenzo Vinciguerra
Vincenzo Vinciguerra
Vincenzo Vinciguerra foi militante das organizações italianas Avanguardia Nazionale e Ordine Nuovo. Encontra-se actualmente a cumprir uma sentença de prisão perpétua devido à morte de três agentes da polícia italiana no decorrer da explosão de um veículo em Peteano, em 1972, atentado atribuído às Brigadas Vermelhas até o mesmo assumir a sua autoria.

Vinciguerra foi julgado secretamente por juízes de uma organização oculta, ligada a serviços secretos ocidentais e à OTAN que tinha por objectivo o combate ao comunismo, manipulando as forças nacionalistas praticamente em todos os países da Europa contra o “perigo” da União Soviética. Esta organização ficou famosa sob o nome de Operação Gládio.

O atentado que resultou na morte dos agentes foi uma retaliação de Vinciguerra quando o mesmo percebeu que tanto ele como tantos dos seus camaradas, alguns deles assassinados, estavam a ser utilizados pelos serviços secretos como idiotas úteis do capitalismo, levando a cabo atentados bombistas e ataques à mão armada para conveniência do Estado italiano e não por um qualquer ideal superior. Até a queda do muro de Berlim foi estratégia dos serviços secretos europeus e ocidentais (destaque para a CIA) manipular e financiar elementos e organizações nacionalistas de extrema-direita.

Acredita-se que actualmente o mesmo sucede, uma vez que a Operação Gládio nunca foi oficialmente desmantelada e muitos investigadores, inclusive Daniel Estulin, acreditam que a mesma poderá estar ainda em funções.

É considerado por alguns nacionalistas, entre os quais o espanhol Alfonso Beltrán, como um preso político muito mais relevante que Rudolf Hess e Nélson Mandela.

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