Integralismo Lusitano

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Um grupo de virtuosos rapazes, de sublime erudição, em 1914, forma o pujante e arrojado movimento político, denominado Integralismo Lusitano, para combater a República liberal e a Monarquia constitucional e, em prol da Monarquia orgânica, tradicionalista e anti-parlamentar. Hasteando a bandeira do Pelicano e unidos sacramente ao Catolicismo e à Monarquia, os seus geniais mentores, criticaram o constitucionalismo e, fervorosos de ideário patriótico, de amor às nossas tradições e aos costumes regionais, apelaram à batalha sem tréguas pela tradição e pela nação. A meta ideal era a recuperação da Realeza hereditária desgraçadamente perdida em 1834. O nacionalismo cristão germinando furtiferamente com estes nobres percursores, a saber: António Sardinha; Pequito Rebelo; Luís de Almeida Braga; Alberto Monsaraz e Hipólito Raposo, inspirou-se em Santo Isidoro de Sevilha e nas encíclicas papais de Leão XIII e Pio XI. Iluminados ainda pelo grande mestre da Contra-Revolução Charles Maurras, este corajoso grupo de reacção, de tendência concentradora, ou nacionalista, defendeu um regime anti-individualista, em ambiente jacobino assaz hostil, debaixo do terror da carbonária, numa hora em que as associações secretas e as forças revolucionárias dominavam e estavam comodamente instaladas à sombra do poder nubloso e anárquico da Primeira República.

Em nome dos Imortais Princípios, das exigências da ordem e da disciplina, sublinhando o primado dos deveres sobre os direitos e contra a República demagógica e desordeira se travou, assim, uma luta heróica, mas desigual, para restituir Portugal às suas instituições tradicionais. A amplitude da sua causa não mediu o tamanho dos inimigos, não excluiu a luta contra as plutocracias e o monstruoso regime capitalista. Para resgatar Portugal e restaurar a Monarquia era preciso secar as raízes da degeneração: no campo filosófico atacou-se a utopia de Jean-Jacques Rousseau que defendia que o homem era naturalmente bom; no campo político não passou despercebida a tirania pombalina sendo apontada como o primeiro golpe profundo na nossa constituição tradicional. À frente do programa integralista veio a necessidade de combater o demoliberalismo imposto pelas diversas forças revolucionárias. Renasce ainda a ideia corporativa que viria a ser utilizada pelo Estado Novo. O Colonialismo era visto como uma inevitabilidade, e apontado como a razão de Portugal, pois nele residia o segredo da nossa existência autónoma. O estado de espírito a que se apela é aquele que prefere a morte à desonra.

Foi com alegria que, em 1917, o Integralismo assistiu à ascensão ao poder do Dr. Sidónio Pais que seria mártir em 1919 vítima dos extremismos liberais. Alguns integralistas acabariam por ocupar lugares de destaque durante a administração Sidonista, embora, com elevação, mantendo um rumo político fiel aos seus princípios.

A fim de restaurar a Monarquia tradicional uma delegação Integralista partiu para Inglaterra na esperança de que Dom Manuel II, o Rei exilado, o aceitasse. Mas, o Rei apenas aceitaria uma Monarquia constitucional. Como tal, os integralistas desligaram-se da obediência ao Senhor Dom Manuel II e, em 1920, reconheceram no Príncipe Dom Duarte Nuno de Bragança, neto de El-Rei D. Miguel I, o legítimo herdeiro do Trono de Portugal.

A 28 de Maio de 1926 a República parlamentarista caiu de podre e os integralistas, intervindo no movimento vitorioso, perceberam que a Nação inteira, saturada do ambiente desordeiro e da oligarquia democrática, ansiava pela reposição dos valores tradicionalistas e olhava com desconfiança para os preceitos revolucionários. Em 1930 os integralistas regozijaram-se com o programa da União Nacional dirigido pelo Dr. Oliveira Salazar. Este programa foi de tal forma excepcional que teve também a vantagem de promover, com sucesso, a união monárquica. O Integralismo Lusitano viria a ser dissolvido em 1932, mas alegrando, apesar de tudo, os seus seguidores, pois havia o sentimento de que a sua missão estava cumprida. Portugal foi restituído às suas instituições tradicionais.

Publicações do Integralismo Lusitano: Revista "Nação Portuguesa" Jornal "A Monarquia"

Autores ligados ao Integralismo Lusitano: Adriano Xavier Cordeiro; Afonso Lucas; Alberto Monsaraz; António José de Brito; António Sardinha; Domingos de Gusmão; Félix Correia; Hipólito Raposo; João do Amaral; José Pequito Rebelo; Luís de Almeida Braga; Paiva Couceiro; Rolão Preto; Rui Enes Ulrich;

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