António Sérgio

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António Sérgio, teórico do Cooperativismo Integral
António Sérgio, teórico do Cooperativismo Integral

António Sérgio de Sousa (Damão, 3 de Setembro de 1883 — Lisboa, 24 de Janeiro de 1969) foi um importante intelectual e pensador português.

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[editar] Percurso

Nascido na Índia Portuguesa, foi influenciado pelo contacto com várias culturas. Viveu alguns anos em África, tornando-se uma personagem cosmopolita pois, seguindo uma tradição familiar, estudou no Colégio Militar, completando o curso da Marinha de Guerra, na sequência do que viaja a Cabo Verde e Macau. Abandonou a Marinha com a implantação da República em 1910. Sérgio não considerava a questão república/monarquia importante. Importante seria o progresso económico e moral de Portugal. Fala do "Socialismo", embora esta sua ideia não seja, nem de longe, aparentada com o socialismo marxista. Sérgio estaria situado numa linha política social-democrata, admirando a Inglaterra, um posicionamento semelhante ao que seria adoptado pelos países da Escandinávia. A sua acção foi marcadamente voltada para a problemática da Educação. O século XIX português fora caracterizado por reformas que raramente passaram dos textos legislativos ou declarações de intenções.

[editar] Activismo libertário

António Sérgio deve ser visto como político. Henrique de Barros e Fernando Ferreira da Costa, foram amigos de Sérgio, e, como ele, opositores do regime de Salazar. Para ambos, Sérgio queria algo original: um socialismo associativista, libertador ou mesmo libertário, a criar de dentro para fora, pacificamente, pela extensão gradual mas ilimitada do princípio cooperativo. Homem cultíssimo e de grande curiosidade mental, leitor permanente e crítico, conhecia bem as obras de Marx e não ignorava a vida e as acções deste, mas nunca foi marxista nem revelou tendência para o ser.

A luta política de Sérgio contra o regime não parou e só esmorecia quando as circunstâncias eram por de mais impeditivas da expressão do pensamento. Tendo acabado por se convencer, após o seu regresso ao país em 1933 e até ao insucesso da candidatura Norton de Matos, de que o sistema nunca se liberalizaria a ponto de procurar quem o continuasse ou lhe sucedesse recorrendo a eleições honestas, o pensador voltou a ser conspirador activo e passou de novo a privilegiar uma solução de índole militar.

O essencial da actividade política de Sérgio é sempre enquadrável com o seu aspecto teórico - a ligação à Democracia, à Liberdade, como via para a Educação e Cultura.

[editar] Obra

Para referências mais amplas veja-se A. Campos Matos «Bibliografia de António Sérgio», em Vértice vol. 30, nº 319-320, Agosto-Setembro, 1970, pp. 568 a 597; id., «Bibliografia de António Sérgio», em Revista de História das Ideias, nº 5, Coimbra, 1983.

  • O Problema da Cultura e o isolamento dos povos peninsulares, Porto, 1914
  • Ensaios I, Rio de Janeiro, 1920
  • Tréplica a Carlos Malheiro Dias sobre a questão do «Desejado», Lisboa, 1925
  • Ensaios II, Lisboa, 1929
  • Ensaios III, Porto 1932
  • Ensaios IV, Lisboa, 1934
  • Democracia, Lisboa, 1934
  • Ensaios V, Lisboa, 1936
  • Cartesianismo real, cartesianismo ideal, Lisboa, 1937
  • História de Portugal, tomo I - Introdução geográfica, Lisboa, 1941
  • Ensaios VI, Lisboa, 1946
  • Cartas de Problemática, Lisboa, 1953-55
  • Ensaios VII, Lisboa, 1954
  • Ensaios VIII, Lisboa, 1958
  • Tentativa de interpretação da história de Portugal, Lisboa, 1962.

[editar] Consulte também

[editar] Ligações externas

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